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As fluorescentes – tubulares ou compactas – são
lâmpadas de descarga de vapor de mercúrio em
baixa pressão. A passagem de corrente elétrica
gera uma radiação ultra-violeta. O pó
fluorescente que reveste a superfície interna do
tubo converte essa radiação ultravioleta em luz
visível. É da composição desse pó
fluorescente que resultam as alternativas de cor
de luz.
• O número de acendimentos em todas as lâmpadas
de descarga, incluindo-se as fluorescentes
tubulares, compactas, de vapor de mercúrio ou de
vapor de sódio, influencia a vida útil das lâmpadas.
Os fabricantes consideram, no cálculo de vida útil
das lâmpadas, que elas sejam mantidas acesas por
no mínimo duas horas e 45 minutos. Se o usuário
se ausentar do ambiente por mais de 15 minutos,
vale a pena desligar a lâmpada. Vida útil: 7,5
mil horas as tubulares e 10 mil a 15 mil horas as
compactas.
• A coleta e o armazenamento, de acordo com a
Apliquim, companhia especializada em engenharia
ambiental, licenciada pela Companhia de Tecnologia
Ambiental do Estado de São Paulo:
• O impacto sobre o ambiente, causado por uma única
lâmpada, pode ser considerado desprezível, mas o
somatório das lâmpadas descartadas anualmente no
Brasil (cerca de 40 milhões) pode acarretar danos
ambientais sobre os locais onde forem depositadas.
• Manuseio: Enquanto intacta, a lâmpada não
oferece risco. Quando se rompe uma fluorescente, o
mercúrio existente em seu interior é liberado
sob a forma de vapor, por tempo variável conforme
a temperatura, o que pode se estender por várias
semanas. Além das fluorescentes, também contêm
mercúrio as lâmpadas de vapor de mercúrio
propriamente ditas, as de vapor de sódio e as de
luz mista.
• No contato com lâmpadas quebradas é necessário
o uso de avental, luvas e botas plásticas. Quando
houver quebra acidental de uma lâmpada, o local
deve ser bem limpo por aspiração. Os cacos devem
ser coletados de forma a não ferir quem os
manipula e colocados em embalagem estanque, com
possibilidade de ser lacrada, a fim de evitar a
contínua evaporação do mercúrio liberado.
• Limites de tolerância biológica: a legislação
brasileira, contida nas normas regulamentadoras (NRs)
do Ministério do Trabalho, e a Organização
Mundial de Saúde estabelecem igualmente como
limite de tolerância biológica para o ser humano
a taxa de 33 microgramas de mercúrio por grama de
creatinina urinária e de 0,04 miligramas por
metro cúbico de ar no ambiente de trabalho. Uma
fluorescente contém 20 miligramas de mercúrio,
em média. A contaminação depende do nível de
contato com o material.
• Armazenamento: é recomendável que as lâmpadas
a descartar sejam armazenadas em local seco, nas
próprias caixas de embalagem original, protegidas
contra eventuais choques que possam provocar sua
ruptura. Essas caixas devem ser identificadas para
não serem confundidas com caixas de lâmpadas
novas. Em nenhuma hipótese as lâmpadas devem ser
quebradas para ser armazenadas, pois essa operação
é de risco para o operador e acarreta a contaminação
do local. As lâmpadas que se quebrarem
acidentalmente deverão ser separadas das demais e
acondicionadas em recipiente hermético como, por
exemplo, um tambor de aço com tampa em boas condições,
que possibilite uma vedação adequada.
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