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O ecologista movido a
confrontos
O ambientalista Jos� Lutzenberger volta a provocar
pol�micas, apesar da sa�de abalada pela asma
| Foto:
Ricardo Chaves
/ZH |
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Os lambaris correm para
a superf�cie do lago atr�s da ra��o jogada do trapiche.
Na disputa pelo farelo, ficam expostos aos ataques das
tra�ras que se intrometem no banquete para aproveitar
a aglomera��o e engolir os peixes pequenos. Lutz joga
a ra��o e admira aquilo com complac�ncia. Oferecer comida
aos lambaris � a �nica concess�o como interfer�ncia
na vida do lago do Rinc�o Gaia, onde ningu�m pesca.
Uma tra�ra engole um peixinho. Lutz continua impass�vel.
Quem conhece de longe
o agr�nomo Jos� Antonio Lutzenberger guardou a imagem
p�blica que associa seu rosto grave � eloq��ncia e a
gestos nervosos a servi�o de id�ias cortantes. Quem
chega mais perto � perturbado pelo estranhamento. Est�
quieto, contemplativo, faz movimentos suaves. Lutz vasculha
o lago, os peixes e o que h� em volta com os olhos de
quem v� a natureza como poucos conseguir�o enxerg�-la.
A �gua aparentemente parada no que j� foi uma pedreira,
a tra�ra que engole o lambari, a paisagem quase intocada –
tudo � assim porque assim deve ser. E Lutz compreende
tudo.
A tarde � abafada, ele
puxa o ar com dificuldade. O rinc�o, no interior de
Pantano Grande, � um santu�rio, mas o homem de 75 anos
que joga comida aos peixes est� ofegante. Entende tanto
de equil�brio, � reconhecido como o maior ambientalista
brasileiro, briga tanto por ar puro – e n�o
consegue capturar o que circula ali em abund�ncia. Perdeu
o f�lego para uma asma que se apresentou de repente,
sem causas determinadas, h� uns cinco anos.
Na interroga��o sobre
o que n�o compreende e nem a medicina decifra, Lutz
oferece mais um paradoxo. Asm�ticos em crise aquietam-se
para que n�o se afoguem nas pr�prias palavras. Ele decide
ent�o combater a asfixia com a excita��o da fala. Quando
se entusiasma e amontoa frases, assopra a falta de ar,
oxigena-se com a ret�rica que invariavelmente desencadeia
pol�mica. � o que tem feito desde o final do ano passado
com sua mais nova obsess�o, a defesa das fazendas da
Campanha ga�cha amea�adas pelo fracionamento da reforma
agr�ria.
– O fazendeiro
mereceria apoio como gestor do ambiente, e o Incra,
que s� fez barbaridades, deveria desaparecer.
O progressista combatente
dos grandes grupos mundiais, da tecnologia apresentada
como neutra que desagrega a natureza e provoca problemas
sociais, armou-se de defensor do latif�ndio?
– Dizem que
eu me vendi para os fazendeiros. Defendo apenas que
se preserve um ecossistema intacto.
O gerente do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renov�veis (Ibama) no Estado, Rodney Ritter Morgado,
v� Lutz como um purista e sonhador capaz de defender
a elimina��o dos combust�veis f�sseis, os derivados
do petr�leo. Mas admite: alguns assentamentos s�o feitos
em �reas inapropriadas do ponto de vista de quem preserva
o ambiente. Na defesa do agr�nomo, articula o argumento
do confronto:
– Se existe
o pedrador radical, talvez deva existir o contraponto
no mesmo n�vel para que se chegue ao meio-termo.
O contraponto que mais
agrada a Lutz � o ataque � ci�ncia e � t�cnica que prometem
progresso e desenvolvimento para todos. As abordagens
nem sempre s�o as esperadas, mas enviesadas, controversas.
No caso das fazendas, gostariam que ele visse o econ�mico
e o social para defender a reforma agr�ria no campo.
Lutz se apega ao ambiental. No caso das sementes transg�nicas,
os cr�ticos alardeiam os riscos ambientais e para a
sa�de humana. Lutz p�e de lado essas desculpas e ataca
pelo econ�mico:
– N�o tenho
medo dos transg�nicos, que s�o prote�nas como qualquer
outra.
O problema � pol�tico,
do monop�lio da ind�stria de sementes controlada pela
ind�stria de agrot�xicos.
O superintendente regional
do Instituto Nacional de Coloniza��o e Reforma Agr�ria
(Incra) no Estado, Janio Guedes Silveira, escapou do
debate sobre as fazendas com uma pedrada. N�o comentaria
o assunto "em respeito ao passado do ambientalista".
� uma pecha usual, geralmente apenas cochichada, para
atingir quem valeria muito pelo que foi e pouco pelo
que � ou pensa ser.
Pioneiros, que o acompanham
desde 1971, quando da cria��o da Associa��o Ga�cha de
Prote��o ao Ambiente Natural (Agapan), como Augusto
Carneiro, Mozart Pereira Filho e Magda Renner, conhecem
de cor o truque da exalta��o do passado para desqualificar
o presente. Mas � um jovem, o bi�logo Rafael Jos� Altenhofen,
27 anos, secret�rio executivo da Uni�o Protetora do
Ambiente Natural (Upan), quem melhor explica por que
p�em caduquices na cabe�a de Lutz e assim fogem do duelo:
– Quando ele
reaparece, sempre dizem que est� loqueando de novo,
mas s�o poucos os que v�o deix�-lo sem argumentos. Ele
tem opini�es de vanguarda at� hoje porque devora informa��es
sobre ambiente, atualiza-se, domina o que diz.
No ano passado, Altenhofen
assistiu a uma aula de Lutz na Unisinos. O ambientalista
falou de astrof�sica.
– Ele deixou
os professores de f�sica de boca aberta.
Lutz fala de estrelas,
polui��o, c�ctus, energia nuclear, transg�nicos, g�s
natural, economia, animais. Godofredo, um dos mais de
10 gatos do Rinc�o Gaia, espregui�a-se no ch�o. Seu
dono suspira:
– Os gatos
t�m sentimentos muito profundos.
Assim como sacrifica
o que seria politicamente correto – como
a defesa da reforma agr�ria no latif�ndio, por exemplo –
para fazer valer seu ponto de vista de ambientalista,
tamb�m inverte abordagens quando fala do g�s natural
importado da Bol�via. � uma fonte limpa de energia,
mas a� a angula��o volta a ser econ�mica:
– O g�s �
uma besteira. Vamos gastar divisas e ficar dependentes.
Discorda do modo como
se calcula o Produto Interno Bruto (PIB), o tamanho
da economia do pa�s. E, disparando uma id�ia atr�s da
outra, ataca a t�tica de guerra antiterrorismo americana:
– Se muita
gente sente �dio de mim, ataco com mais �dio ou me pergunto
sobre os motivos de tanto �dio?
Depois, mostra enternecido
as fotografias que ele mesmo fez de c�ctus do rinc�o.
Exalta as cores, as formas. Mas qual �, afinal, a fun��o
de plantas t�o espinhentas?
– E precisa
ter uma fun��o?
Basta que os c�ctus existam
e sejam o que s�o e pronto. Como palpita sobre tudo,
parece um chutador. Os incomodados queriam v�-lo como
o idiota superespecializado na enciplop�dia da minhoca
parda, mas incapaz de refletir sobre o que se passa
ao redor. Lutz dedica-se a devastar conceitos. Sem sua
radicalidade, muita gente continuaria a ver o homem
como centro de tudo, autorizado a dispor como bem entendesse
da natureza, como manda a chamada vis�o antropoc�ntrica.
N�o � bem assim: o homem � um ser vivo como qualquer
outro.
Discursador, construiu
a imagem de mal-humorado, irritadi�o, o que considera
uma injusti�a.
– Uso a emo��o,
e se alguma coisa me excita, falo excitado. Se me agridem,
passo a agredir. Mas n�o sinto raiva ou ressentimento.
O professor Mozart Pereira
Filho, 87 anos, com quem Lutz estudou agronomia na Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem a lembran�a
de um aluno com curiosidade acima da m�dia, que queria
saber tudo das plantas carn�voras e entender por que
o sol determina a intensidade da vegeta��o nos morros
de Porto Alegre. Mozart defende o Lutz iracundo:
– Se ele n�o
se atirasse apaixonadamente �s suas id�ias, nada teria
conseguido. Os homens que fizeram alguma coisa na vida
o fizeram com amor e intensidade. Os agressivos s�o
os que realizam.
Com forte forma��o cat�lica,
o ambientalista deixou de lado h� muito tempo as explica��es
religiosas para a cria��o do universo.
– O criador
seria um masoquista, ou n�o criaria tanta barbaridade.
Assim, desistiu tamb�m
de acreditar em eternidade:
– N�o preciso
de uma promessa de recompensa depois da morte para me
comportar decentemente.
Prefere tentar entender
o que acionou a asma que o impede de andar cem metros
e o submete ao constrangimento de ser empurrado em cadeira
de rodas pelos corredores de aeroportos "cada vez mais
desumanos". Em abril de 1978, sentiu falta de ar e teve
um acesso de tosse ao visitar a praia do Hermenegildo,
sul do Estado, onde um g�s venenoso matou peixes, mariscos,
cavalos e cachorros. A explica��o oficial para o que
teria sido um monumental acidente ecol�gico –
a mar� vermelha, provocada pela prolifera��o de algas –
nunca o convenceu. Lutz volta a falar de um navio com
inseticidas que teria encalhado e sido explodido no
mar. O g�s poderia ter acionado a asma.
Mas ele, que nunca fumou,
continuou subindo morros e cometendo ousadias, algumas
de alto risco para sua imagem, como a passagem como
ministro do Meio Ambiente do governo Collor, de mar�o
de 1990 a abril de 1992. Foi um arranh�o s�rio na reputa��o
do agr�nomo que, a partir de 1957, trabalhou por 13
anos para a Basf, morou na Alemanha, na Venezuela e
no Marrocos, e em 1971 retornou a Porto Alegre disposto
a combater os agrot�xicos, as usinas nucleares, a destrui��o
das matas e a matan�a de animais silvestres.
– A Basf vendia
adubos, mas estava se transformando em empresa de agrot�xicos.
Me dei conta de que iria me prostituir. E entrei na
luta ambiental por desespero, porque vi que o Estado
estava sendo arrasado.
Foi ele quem sugeriu
ao advogado Augusto Carneiro que criasse a Agapan, surgida
em abril de 1971. Envolveu-se em tudo o que tivesse
ecologia. � dele o projeto de preserva��o do Parque
da Guarita, em Torres, e dezenas de outros de preserva��o
de rios, �reas verdes, morros. Mas foi como combatente
que ganhou fama internacional, ao liderar a campanha
que provocou o fechamento da ind�stria de celulose Borregard,
de Gua�ba. A f�brica – hoje Riocell –
espalhava fedor pela Grande Porto Alegre e ficou fechada
de 7 dezembro de 1973 a 13 de mar�o de 1974.
– Ele estava
certo, porque pensava centenas de anos a nossa frente –
reconhece hoje o engenheiro de produ��o aposentado Aldo
Sani, 72 anos, superintendente da ind�stria na �poca
e ent�o desafeto de Lutz na briga contra a polui��o.
A guerra contra a Borregard,
num tempo em que chamin� ainda era sin�nimo de progresso,
p�s a correr os donos noruegueses e, para surpresa de
alguns ambientalistas, Lutz se transformou em consultor
da empresa. Decidiu ajudar no projeto de controle da
polui��o. Criou uma empresa, a hoje Vida Desenvolvimento
Ecol�gico, que usa os res�duos s�lidos para fazer adubo.
– Transformamos
porcaria em mercadoria. A Riocell � hoje a f�brica de
celulose mais limpa do mundo.
O Lutz catastrofista
do in�cio da Agapan, que anunciava o fim do mundo pela
destrui��o da natureza, entende que � poss�vel aliar-se
aos poluidores arrependidos ou pressionados.
– Ele se corrigiu.
Hoje, sabemos que � poss�vel empurrar com a barriga,
protelar, endireitar aqui e acol� - diz Augusto Carneiro,
79 anos.
Foi para tentar endireitar
que se meteu em outra confus�o em 1997. Assessorou por
um ano e meio o governo do Amazonas num controvertido
projeto de explora��o racional e sustent�vel da Amaz�nia.
Mas o maior inc�modo foi a passagem pelo governo Collor,
quando se sentiu usado pelo presidente a quem chamava
de Fernando e de quem n�o se despediu quando foi demitido,
dois meses antes da grandiosa Eco 92, o maior evento
ambientalista j� realizado no Brasil.
Collor e Bras�lia o abalaram.
Lutz relembra seus esbarr�es na burocracia, na incompet�ncia
e na ladroagem e investiga os gases desse lix�o como
a segunda prov�vel causa para sua asma. Quatro anos
antes, havia recebido em Estocolmo o The Right Livelihood
Award, o valorizado Nobel Alternativo. Guardava comendas,
t�tulos de professor honoris causa de universidades,
pr�mios internacionais. E se metera num governo corrupto.
Em entrevista a ZH, em novembro de 1992, duas semanas
antes de completar 66 anos, lamuriava-se:
– Perdi mais
da metade da sa�de que me restava. Tinha sa�de para
ir aos 95 anos. Agora acho que n�o vou mais aos 75.
Lutz chegou aos 75 anos
no dia 17 de dezembro �ltimo. Est� s�, depois de namorar
por 10 anos, at� 1993, a enfermeira Elisabeth Paula
Renck, 44 anos. Conheceram-se em 1982 numa feira de
flores. Um ano antes, ele perdera a mulher, Annemarie
Wilm. Beth, filha de agricultores de Taquara, alarmada
com a degrada��o e o empobrecimento do meio rural, interessada
por ecologismo, aproximou-se do mito. Virou volunt�ria
da Funda��o Gaia, que mant�m a �rea de Pantano Grande,
e acabou conquistando-o.
– O meu respeito
por este homem � uma coisa muito forte. Admiro-o demais.
Ele � meu mestre – diz ela, que coordena
as atividades no rinc�o.
Beth, que ainda se encarrega
de levar os rem�dios e o copo com �gua para que Lutz
se medique na hora certa, define o mestre como um racional
abarrotado de afetos que nem sempre manifesta. Lutz
teve duas filhas com Annemarie, ambas bi�logas por influ�ncia
do pai: Lilly, 40 anos, sua secret�ria, e Lara, 32,
vice-presidente da Gaia. Lilly relembra que ele sempre
assustou a fam�lia ao dirigir olhando para os lados.
– Parava na
estrada para observar os animais e as plantas. Via o
que ningu�m enxergava.
Lilly � m�e das netas
de Lutz, Helo�sa, 10 anos, e Helena, oito. Em mar�o,
o av� andava desconsolado porque Helena ca�ra e quebrara
dois dentes da frente. No dia em que voltou do dentista,
a menina entrou correndo no casar�o da Rua Jacinto Gomes,
onde ele mora sozinho. Subiu as escadas chamando pelo
av�. Queria mostrar os dentes consertados a um Lutz
emocionado.
As netas aprendem alem�o
e espanhol com o av�, que tamb�m as ensinou a banharem-se
nuas no lago do rinc�o. O agr�nomo � adepto do naturismo.
Quem visita a �rea de 30 hectares, geralmente para cursos
sobre agricultura regenerativa e educa��o ambiental,
banha-se como quiser. Segundo Beth, muita gente adere
ao nudismo na hora, no impulso:
– Certa vez,
recebemos uma delega��o de 30 pessoas. A maioria aderiu,
inclusive uma senhora de 80 anos.
Lutz escandalizava assessores
com seu nudismo na casa de campo em que morava em Bras�lia
na �poca em que foi ministro. A ex-presidente da Agapan
Magda Renner, 75 anos, prefere que o Lutz da radicalidade
como ambientalista seja mais admirado que o Lutz considerado
ex�tico. Magda relembra quando assistiu � primeira palestra
do agr�nomo na Sociedade de Agronomia, nos anos 70:
– Foi como
se da minha casa se abrissem quatro janelas e eu visse
todo o mundo l� fora de uma nova perspectiva. Ele despertou
a consci�ncia ecol�gica no Brasil e tamb�m no mundo.
O amigo Augusto Carneiro
garante:
– Ele foi
o mais brilhante e o mais profundo da sua gera��o.
O jovem Rafael Jos� Altenhofen,
da Upam, elogia:
– Ele se preocupa
com as quest�es �ticas.
A filha Lilly observa
que falta hoje ao pai a vitalidade f�sica de quem se
metia em boeiros polu�dos, afundava-se em p�ntanos e
subia os morros que sempre o encantaram:
– Entristece
ver como um homem que parecia ter um motor n�o consegue
andar alguns passos.
Atr�s das causas para
a asma, ele pensa na terceira hip�tese: os gases liberados
por uma l�mpada que usou durante anos na cabeceira da
cama. Suspeita que a lamparina fosse de PVC e tenha
liberado a temida e venenosa dioxina. Quem sabe?
Pouco antes de sentar-se
� beira do lago, ofegante, reflete sobre o horror de
uma morte por afogamento, "uma das piores que existem",
porque a asfixia pode durar at� cinco minutos. Diz que
todas as crian�as deveriam aprender a nadar na escola.
Depois, sereno, observa
as tra�ras atr�s dos lambaris. Ali est� uma manifesta��o
de equil�brio. Lutz diz que aprendeu com o pai, o arquiteto
e artista pl�stico Jos� Lutzenberger, a valorizar o
que � harm�nico. E aplica o que aprendeu na observa��o
da natureza e das artes. A asma que lhe tira o ar �
desequil�brio, desarmonia?
Beth murmura:
– O Lutzenberger
ambientalista n�o consegue entender o que se passa com
o ecossistema Lutzenberger.
MOIS�S MENDES/ZH (MAT�RIA PUBLICADA EM 14 DE ABRIL
DE 2002)
| O QUE ELE PENSA |
| • Me interesso muito pouco pela
minha pessoa. Olho sempre para a frente. Custo
a entender que estou com 75 anos. |
| • Na hora, digo o que penso, boto
para fora. Uso a emo��o. Se alguma coisa me
excita, falo excitado. Se me agridem, passo
a agredir. Mas n�o sinto raiva ou ressentimento. |
| • Em Bras�lia, todos s�o c�nicos
e n�o entendem como voc� n�o possa ser (sobre
sua passagem como ministro do governo Collor). |
| • A Alemanha fez penit�ncia pelo
holocausto. Mas o Brasil ainda deve a sua
pelo que fez com os �ndios e os negros. |
| • Os avi�rios se transformaram
em campo de concentra��o de galinhas. Vem
a� a galinha louca. |
| • Capitalismo e comunismo s�o
na verdade duas seitas da mesma coisa, que
� o industrialismo. |
| • A sociedade de consumo � no
fundo uma religi�o fan�tica, um fundamentalismo
pior do que o do Bin Laden. Est� arrasando
o planeta. |
| • H� um governo mundial tecnoditatorial
dos grandes grupos. O governo mundial � privado. |
| • Li Marx de ponta a ponta no
original, em alem�o. Ele � t�o tecnocrata
quanto os capitalistas. |
| • Hitler e Mussolini tamb�m diziam
ser socialistas, como Fidel. Essa palavra
e ser de esquerda n�o significam mais nada. |
| • O livre mercado n�o resolve
tudo, at� porque � manipulado. O mercado s�
v� demanda, n�o v� necessidades. Os mercados
s�o cegos para as gera��es futuras. |
| • Os padres s�o mais safados que
os comunistas. Oferecem o para�so para depois
da morte, quando j� n�o � poss�vel cobrar
nada deles. |
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