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Torres: a mais bela praia gaúcha
 
 


 
BREVE RELATO COMENTADO DA PARTICIPA��O DOS S�CIOS DA NATUREZA
NO F�RUM SOCIAL MUNDIAL FSM DE 2005,
EM POA/RS.
 

CARV�O MINERAL E SUA QUEIMA

No dia 28, apresentamos na tenda da Justi�a Ambiental, depoimentos sobre os fen�menos naturais que vem periodicamente ocorrendo na regi�o Sul de Santa Catarina, desde as violentas enchentes, o inesperado furac�o Catarina e os recentes tornados criciumenses. Na mesma oficina tem�tica ocorreu o depoimento do Antonio Matiolla, o Nico, l�der do movimento contra a instala��o de uma mina de carv�o sob suas terras, na comunidade agr�cola de Santa Cruz e Esperan�a, no munic�pio de I�ara/SC. Na ocasi�o, assistimos diversos depoimentos de afetados ambientais de outros paises com os mesmos problemas e conflitos ocorridos aqui na regi�o carbon�fera de Crici�ma. Em todos os outros lugares do mundo, percebeu-se que o investidor dificilmente cumpre com as normas ambientais e pouco investe em recupera��o ambiental, tanto atrav�s das diversas formas de minera��o e explora��o de recursos naturais, como o carv�o, ferro, mangan�s, bauxita entre outros, como tamb�m na prospec��o de petr�leo. 

......No dia 29, apresentamos dentro do eixo tem�tico ��Afirmando e Defendendo os bens da Terra e dos povos...��, um relato dos conflitos e impactos ambientais que a explora��o e queima do carv�o causam aos recursos naturais e ao homem. Nesta mesma tenda, o Nico Matiolla juntamente com o Gilmar Ax�, um dos integrantes do movimento, relataram toda a trajet�ria do movimento pela vida contra a explora��o de carv�o em sua localidade rural. Tamb�m estavam presentes no debate representantes dos produtores rurais de Cachoeira do Sul/RS e de Jacu�/RS, respectivamente contr�rios a instala��o das usinas a carv�o que o Governo Brasileiro vendeu aos Chineses e da Jacu� II, coordenados pela Kathia, ambientalista dos Amigos da Terra � n�cleo de POA. 

MUDAN�AS CLIM�TICAS

Das 15:30 hrs at� �s 18:30 hrs, participamos do eixo que abordava ��Turismo e Pequenos Estados Insulares / Zonas Costeiras / Desastres Ecol�gicos Iminentes?Li��es apreendidas pela trag�dia do Tsunami��, onde representamos o Brasil numa mesa composta por um americano, dois indianos, um indon�sio e um nativo de uma ilha pr�xima � Tail�ndia.

Inicialmente o enfoque principal foi o Tsunami, a palestra do americano foi voltada a um trabalho que desenvolve sobre os manguezais das regi�es costeiras de diversos paises atingidos pelo maremoto, inclusive mant�m um conv�nio / parceria com estado do Cear�. Os representantes dos paises atingidos reclamaram da car�ncia de recursos para as assist�ncias humanit�rias e recupera��o dos estragos, como tamb�m o reconhecimento da desordenada ocupa��o imobili�ria nas regi�es costeiras.

Iniciamos a nossa �ltima e mais importante participa��o no FSM citando as principais caracter�sticas geogr�ficas da nossa regi�o, que entre o litoral e os canyons dos Aparados da Serra (os maiores da Am�rica Latina), possui um dos maiores sistemas lagunares costeiros do mundo, inclusive com a maior lagoa de �gua doce do estado (desde Palho�a/SC at� o Rio Grande/RS), que pr�ximo a foz do Rio Ararangu� encontra-se o santu�rio ecol�gico do Morro dos Conventos, um dos mais belos monumentos naturais do Brasil, com suas maravilhosas dunas e suas magn�ficas fal�sias de mais de 200 milh�es de anos. 

Ap�s situar os pontos fortes, passamos a enumerar os pontos fracos que s�o resultados das a��es predat�rias de alguns poucos homens que buscam a riqueza a qualquer custo, como a explora��o do carv�o mineral desde o final do s�culo dezenove, rasgando violentamente a terra, contaminando os recursos hidricos e comprometendo a qualidade do ar com a queima do combust�vel f�ssil mais poluente do planeta, 24 horas por dia atrav�s das chamin�s da usina Jorge Lacerda / 856 MW. O intensivo de uso do agrot�xico na agricultura e a imensa quantidade de �gua usada para o cultivo do arroz, quando criminosamente detonaram com a Mata Atl�ntica para irrigar as imensas plan�cies. A Uni�o reconhece que a regi�o � uma das 14 mais polu�das do Brasil, conforme o Decreto Federal No. 85.206/80. 

Reclamamos de forma figurada que o furac�o Catarina foi ingrato com a regi�o Sul de Santa Catarina, porque na regi�o periodicamente costumam ocorrer nas quatros bacias hidrogr�ficas do Ararangu�, Mampituba, Urussanga e Tubar�o, as mais violentas enchentes do pa�s, quando na �ltima, 19 pessoas perderam a vida com a for�a das �guas. Num depoimento gravado, um agricultor declarou que a nuvem deve ter ca�do inteira sobre as encostas da serra, porque arrancou milhares de �rvores e em poucos minutos chegou at� a pequena localidade de Figueira, no munic�pio de Timb� do Sul.  

......O inesperado furac�o Catarina causou enormes preju�zos a popula��o civil com mais de trinta mil edifica��es parcialmente destru�das e enormes estragos a natureza, com milhares de �rvores derrubadas. Apesar do alerta em cadeia de r�dio e televis�o sobre a possibilidade de ocorrer uma forte tempestade na regi�o Sul de Santa Catarina, fui surpreendido quando trafegava na rodovia BR-101, passando por momentos de medo e p�nico durante quase 40 minutos, com imensas �rvores caindo sobre a pista sob uma intensa chuva acompanhada com vento nunca visto, que vinha do leste no sentido horizontal emitindo um zumbido muito forte. Ap�s a calmaria que durou poucos minutos, consegui chegar ao posto de combust�vel quando ent�o ele voltou com mais intensidade pelo lado norte e por pouco quase que parte da estrutura do posto caiu sobre o meu carro. Do in�cio, aproximadamente �s 00:30 horas, s� consegui chegar em casa �s 11:00 horas, devido � dificuldade de retirar a grande quantidade de �rvores sobre a pista da rodovia. 

�� O alerta de E�lo - O Deus do Vento.

O Furac�o Catarina, apesar de tudo, � uma resposta da natureza �s agress�es que o homem tem praticado contra o meio ambiente. Vejam um exemplo, significativo e ilustrativo: no santu�rio ecol�gico do Morro dos Conventos, em Ararangu�/SC, o �nico local que sofreu danos e, violentos, foi justamente na interfer�ncia feita pelo homem, exatamente onde a fal�sia foi destru�da e as dunas e�licas removidas para a abertura do acesso a praia na d�cada de 60.

O fato merece aten��o, pois, afinal, nunca a fal�sia foi atingida pelas areias das volumosas dunas, que parecem estar ali protegendo o pared�o de rochas. Sempre houve um ��respeito�� entre ambas, haja vista a exist�ncia de um espa�o coberto de vegeta��o ao longo de todo o monumento natural.

O furac�o quebrou o �acordo�. O cen�rio � desolador, parece que houve uma grande batalha no local: a vegeta��o nativa foi violentamente danificada, a fal�sia est� parcialmente coberta de areia e a duna pr�xima � estrada ficou bem mais alta. � preciso um estudo profundo sobre o fen�meno local e uma solu��o sustent�vel para a din�mica natural das dunas que freq�entemente interrompiam a estrada e que agora, provavelmente, ser� com mais freq��ncia.

......��A leitura do estrago que o Furac�o Catarina fez nas dunas e�licas do Morro dos Conventos, n�o seria um recado do Deus E�lo �s a��es antr�picas ?��  

......Para concluir, a regi�o recebeu a inesperada visita de dois inusitados tornados que apareceram quase que simult�neos arrasando dois bairros de Crici�ma/SC. Duas pessoas morreram de susto. 

......N�o adianta mais esconder, a quest�o � ambiental. Dos alertas do cinema hollywoodiano, desde ��Impacto profundo�� ao ��Um dia depois de amanh㒒, agora enfrentamos o teatro da realidade, assistindo de camarote o louco do Bush que teima em n�o aderir ao processo de redu��o de CO2, principal respons�vel pelo aquecimento global que resulta nas perigosas altera��es clim�ticas. OBS. N�o apontado na palestra ��Um amigo pescador acredita que uma das principais causas do deslocamento das placas tect�nicas pode ter sido causado pelos bilh�es de toneladas de petr�leo retirado da crosta terrestre, causando imensos vazios e aumentando o peso sobre a superf�cie da terra. Se assim for, os principais culpados s�o os EUA, o Oriente M�dio e qualquer outro pa�s que explore petr�leo�� (todos incentivados pela gan�ncia petrol�fera da fam�lia Bush).  

PROPOSTAS

......Estamos projetando a realiza��o do ��PRIMEIRO ENCONTRO SOBRE MUDAN�AS CLIM�TICAS�� a ser realizado em Ararangu�, no anivers�rio do furac�o Catarina, em mar�o ou abril de 2005.

......A proposta consiste em debater publicamente a causa dos fen�menos, seus impactos e as mais adequadas formas de ��encar�-lo��. A coletividade da regi�o afetada precisa ser esclarecida e receber as devidas orienta��es de cientistas especializados e da defesa civil, para evitar a perda de vidas humanas e maiores preju�zos materiais.

......A regi�o, coincidentemente, j� � uma das 14 mais cr�ticas ambientalmente do Brasil, j� mostrou ser prop�cia � ocorr�ncia de fen�menos naturais inusitados, � preciso urgentemente, no m�nimo, adotar medidas preventivas junto � popula��o civil amea�ada. 

CONCLUS�O

......Os v�rios questionamentos a que fomos submetidos cobravam solu��es para os problemas e conflitos apontados. Destacamos que somente a ado��o de fontes energ�ticas renov�veis poder�o reduzir substancialmente a degrada��o ambiental e que a educa��o ambiental ainda � a forma mais eficiente de preserva��o, que a transversabilidade � o m�todo mais abrangente e que deve ser urgentemente tamb�m direcionado aos governantes, aos que decidem os rumos do munic�pio, do estado e do pa�s.��

......Ap�s a solicita��o de uma professora paulista para que cit�ssemos o exemplo da menina asi�tica que percebendo o recuo da �gua da praia lembrou da sua professora que havia alertado do perigo quando este fen�meno ocorresse, avisou os pais que imediatamente avisaram outras pessoas para correrem, salvando assim mais de 100 pessoas.Com a oportuna ��provoca��o�� da professora paulista, nos ocorreu ousar afirmar que um outro mundo s� ser� poss�vel quando adquirirmos ensinamentos que marquem a nossa consci�ncia, fazendo com que tenhamos outras atitudes como a da menina asi�tica. 

Tadeu Santos

Coordenador Geral

S�cios da Natureza ONG Fundada em 1980.
(PR�MIO FRITZ MULLER 1985) 

�� TRABALHANDO EXCLUSIVAMENTE DE FORMA VOLUNT�RIA
E,
SEMPRE BUSCANDO OBJETIVOS DE INTERESSE COLETIVO ��

Somos filiados a ��FEEC�� e participamos do ��MOVIMENTO PELA VIDA��
Av.Get�lio Vargasn� 227, sala 09 � CEP 88900 000 - Ed. Fronteira � Ararangu� � SC

Fone:...48-99545445 / 5221818��� Fax:522-0709

E-mail: sociosnatureza@contato.netSite em constru��o www.sociosdanatureza.org


 
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