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8ª Geração

Lowis Magdalena Schroeder nasceu em 21 de maio de 1931, no Hospital Municipal São José, na avenida Getúlio Vargas, em Joinville, filha de Alex Schroeder e Helena Maria Klein.

Foi batizada na Igreja Sagrado Coração de Jesus em Joinville. Seu nome foi sugestão de sua tia, Irma Klein, que o retirou de um romance.

Lowis, no baixo alemão antigo, é uma variante do nome Ludwig (Luís), sendo tanto masculina, quanto feminina. Um segundo prenome é usado para caracterizar-se o gênero da pessoa, no caso: Lowis Magdalena. Em sua infância a pronúncia usual era "Lôwis", contudo, logo seus familiares e amigos passaram a chamá-la de "Lówis".

Conta-se que seu pai Alex foi visitá-la ainda na maternidade acompanhado de “Marinheiro” - atacante do Caxias - após saírem apressados de um treino de futebol.

Em 1938, Lowis entrou para o primário no Colégio Santos Anjos, mesmo ano em que Getúlio Vargas instituiu a Campanha de Nacionalização, pouco antes do início da II Guerra Mundial.

A utilização de língua estrangeira estava proibida no Brasil, publicações de comunicação pública ou privada, conversas do cotidiano e qualquer tipo de cerimônia, como enterros, casamentos ou ritos religiosos não poderiam ser realizados em qualquer língua que não a portuguesa.

Em Joinville e Blumenau, onde o alemão era falado por mais de 80% da população e existia imprensa diária na língua germânica, ocorreram prisões e intervenções em clubes sociais, esportivos, empresas e instituições de ensino. Cidadãos inocentes sofreram denúncias anônimas e tiveram prisão decretada pelas autoridades do Estado Novo que serviam à ditadura de Getúlio Vargas.

Lowis recorda-se de ter ajudado sua mãe, Helena, a enterrar uma caixa cheia de romances, em alemão, no quintal de sua casa. Desta maneira, imposta, é que surgia a língua portuguesa na vida de Lowis, que até então só falara alemão dentro de casa.

Em 1941, Lowis começou o curso complementar na escola Rui Barbosa, o que lhe permitiu saltar o primeiro ano do ginásio, o qual veio a iniciar em 1943 na Escola São Vicente de Paula.

Lowis sempre foi uma criança arteira, mas muito estudiosa, adorava trepar em árvores e no telhado, para onde carregava seus livros de estudo. Lowis e sua irmã dormiam no sótão da casa, até o dia em que Lowis decidiu separar o quarto com um biombo, a contra-gosto de sua irmã caçula.

No Natal, sua mãe Helena montava o presépio com todos os santos, e enfeitava com barba de velho ao redor de uma grande árvore de natal.

Alex era quem buscava o pinheiro das terras do tio Oscar, no Morro do Tangerina, bairro Jativoca. Na ceia servia-se marreco recheado e Alex pedia a alguém para se vestir de Papai Noel. Muitas vezes seu próprio irmão. Uma bicicleta e uma casinha de bonecas são alguns presentes na memória de Lowis.
Na Páscoa, Helena escondia ovos para que seus filhos procurassem.

Lowis estudou até o ano 1946, quando sua mãe faleceu, e aos 14 anos, se viu obrigada a largar os estudos e ajudar seu pai na criação de seus irmãos menores. Até seus 19 anos, Lowis trabalhou como desenhista industrial para a família Douat. Desenhava panelas de ferros, louças sanitárias e traduzia manuais do inglês para o português, convertia as unidades do sistema de medidas britânico para o métrico.

No carnaval de 1948, apenas alguns meses após a morte de sua avó Mimi, Lowis, com 16 anos, pensou eu não participar das festas, mas acabou indo ao baile da Liga da Sociedade. Neste dia, numa terça-feira de carnaval, dia 10 de fevereiro de 1948, aos 16 anos, Lowis conheceu o jovem Célio, 20 anos, que acabava de retornar do Rio de Janeiro, onde prestou serviço militar.

Divertiram-se a noite toda e marcaram um encontro para o dia seguinte. Para azar dos dois jovens, o velho Alex os viu juntos no baile e começou a berrar para sua filha - “Larga desse osso!”.

Por conta das ameaças, Célio pensou mesmo em nem ir ao encontro. O fato é que os dois permaneceram juntos, mesmo à contra-gosto de Alex, que após muita insistência, acabou por permitir que namorassem na sala de sua casa, enquanto ele jogava paciência ao lado. Nesta época Célio trabalhava como auxiliar de escritório na Fundição Tupy S.A.

Lowis jogava vôlei como levantadora do clube União Guarani e Célio jogava vôlei e basquetebol pelo clube União Palmeiras. Lowis jogou como levantadora pela seleção de vôlei de Joinville e participou do campeonato estadual, quando Joinville chegou em segundo lugar, atrás apenas do Brusque.

Chegou a ser convocada para a seleção de Santa Catarina, porém seu chefe não permitiu que aceitasse.

Em 5 de maio de 1951, Lowis entrou na Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Joinville, ao som de Ave Maria de Gounod, para se unir em matrimônio com Célio de Aquino Silva.

A festa do casamento ocorreu no salão “Casa Nova”. Conta-se que houve até briga de família durante a festa, entre o tio Nico, irmão da Helena Maria, e o tio Geraldo, esposo da tia Irma. A lua-de-mel dos recém-casados foi na casa dos Hoepcke na praia de Ubatuba.

Em agosto de 1951 Célio foi contratado para trabalhar como contador na G. H. Adlersberg & Cia. Ltda, tendo lá trabalhado quase 15 anos. Após o casamento, Lowis e Célio foram morar numa casa ao lado da casa de Alex Schroeder. Nesta época Lowis se ocupava pintando leques para a Companhia Hansen Industrial.

Em 21 de junho de 1952, nasceu o primeiro filho do casal, na maternidade Darci Vargas, em Joinville. Seu nome, Etienne, foi escolhido por Lowis inspirada no livro “Paixão e Covardia”.
Com o casamento de sua irmã em 1955, Lowis e Célio passaram a morar na própria casa de Alex. Neste mesmo ano, em 26 de abril, Lowis deu luz, em casa, a sua primeira e única filha. O nome escolhido foi em homenagem à mãe já falecida, Helena Maria.

Três anos se passaram e Célio terminou a construção de uma nova casa, também na José Koerber Jr., para onde se mudaram carregando toda a mudança “no braço” pela rua. O velho Alex e seu filho Oswaldo foram juntos morar na nova casa.

No dia 13 de agosto de 1961, nasceu Eduardo, o caçula do casal na maternidade Darci Vargas. Em junho de 1966, Célio foi empregado como contador na Granalha de Aço Ltda, onde trabalhou por 10 anos até trocar de emprego para a Tupy Tupiniquim.
Célio faleceu em 17 de julho de 1993, em Joinville, com 66 anos, vítima de um câncer no cérebro. Está enterrado no Cemitério Municipal.

Lowis faleceu em 18 de janeiro de 2008, em casa. Foi sepultada no dia seguinte junto a seu finado esposo.

Família Silva

Célio de Aquino Silva, filho do casal Antonio Agostinho da Silva e Maria Gertrudes Rossweiler, nasceu em 7 de março de 1927 na Vila da Glória, São Francisco do Sul. Antonio era agrimensor e Juiz de Paz, possuía um engenho de farinha e residia de frente para a Igreja da Vila da Glória.

Aos seis meses de idade, Célio e sua família mudaram-se para Joinville, residindo em uma boa casa na Rua Max Colin.

Célio estudou o primário no Grupo Escolar Germano Timm e o ginásio no colégio Bom Pastor.

Sempre foi um ótimo aluno e chegou a ganhar uma bolsa de estudos para medicina no Rio de Janeiro, da qual declinou.

Lowis e Célio Silva tiveram três filhos nascidos em Joinville:

1. Etienne Silva
Nasceu em 21 de junho de 1952 em Joinville. Foi batizado com o nome de Etienne Luiz Silva, na Igreja Sagrado Coração de Jesus. Casou-se com (1) Maria Helena Garcia, (2) Ana Amora e (3) Elaine Martins. Faleceu em 7 de junho de 1997 em Florianópolis. Está enterrado no cemitério da Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis.

Etienne é pai com (2) de:

1.1. Lua Amora Silva
Nasceu em 18 de agosto de 1987 no Rio de Janeiro, RJ.

Etienne é pai com (3) de:

1.2. Pietro Martins Silva
Nasceu em 16 de março de 1994 em Florianópolis, SC.

2. Helena Silva
Nasceu em 26 de abril de 1955 em Joinville. Foi batizada com o nome de Helena Maria Silva, na Igreja Sagrado Coração de Jesus. Casou-se com (1) Luiz Gonzagas Inácio, nascido em 23 de julho de 1948 em Praia Grande, SC e (2) César Augusto Pompêo. Helena é mãe com (1) de:

2.1. Pedro Silva Inácio
Nasceu em 26 de dezembro de 1977 em Torres, RS.

2.2. Daniel Silva Inácio
Nasceu em 25 de dezembro de 1979 em Torres, RS.

2.2.1 Danielly Vitória Clezar Inácio
Nasceu em 16 de setembro de 2000 em Torres, RS.

2.3. Bruno Silva Inácio
Nasceu em 9 de maio de 1981 em Joinville, SC.

3. Eduardo Silva
Nasceu em 13 de agosto de 1961 em Joinville. Foi batizado com o nome de Eduardo Luiz Silva, na Igreja Sagrado Coração de Jesus. Casou-se com Nanci Sueli da Silva. Divorciados. Pais de:

3.1. Maria Luiza Silva
Nasceu em 1° de setembro de 1984 em Joinville, SC.

3.2. Mariana Elisa Silva
Nasceu em 25 de junho de 1986 em Joinville, SC.