LZ 127 Graf Zeppelin - 1º de julho de 1934

Passava um pouco das 9 horas daquele 1º de julho de 1934. Rasgando o céu claro, perturbando mais um dia tranqüilo em Joinville - na época com pouco mais de 40 mil habitantes -, uma enorme aeronave em forma de charuto atraiu os olhares de quem passava na rua, tirou gente de casa e nunca mais saiu da memória de quem a viu. LZ 127 Graf Zeppelin era a grandiosidade personificada e simbolizava os avanços do transporte aéreo registrados na época. Ele sobrevoava o Sul em direção a Buenos Aires, onde fazia eventuais paradas, e percorria o litoral africano até chegar, cinco dias depois, a Friedrichshafen, na Alemanha, sede da Companhia Zeppelin (Delag), que fabricava os dirigíveis. De lá, ele partia para Nova Jersey (EUA), e completava o "triângulo" retornando ao Brasil. Foi no Rio de Janeiro que a companhia construiu um dos três hangares. Montado com peças vindas diretamente da Alemanha, ele foi utilizado nove vezes - quatro pelo Zeppelin e cinco pelo famoso Hindenburg, que explodiu em 1939. Joinville foi sobrevoada uma segunda em 1936, pelo Hindenburg. (Rubens Herbst, Jornal AN)

 
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